Claudio Valério

Artista plástico - restaurador - crítico de arte e professor
 
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Fontes: (a) A Tribuna - Raquel Moraes, 04 de maio de 2021; (b) Dicionário de Pintores Brasileiros, VOL. II: M -Z , Ed. Spala Ltda..

 

 

Cláudio Valério Teixeira nascido em 1949 era formado em pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colecionou prêmios como Rodrigo Mello Franco de Andrade, do Instituto de Arquitetos do Brasil. Suas obras de arte ganharam o mundo e várias galerias do país.  Suas telas estiveram no Salão Nacional de Arte Moderna e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), dentre tantos outros espaços de prestígio. Começou sua carreira ainda no ateliê de seu pai, o pintor Oswaldo Teixeira, no Rio de Janeiro, e fez especializações no exterior, como em 1979, por exemplo, quando foi para Estados Unidos se aperfeiçoar.

No dicionário de pintores brasileiros

Claudio Valério na dácada de 70 estabeleceu marcante presença no panorama da jovem arte brasileira, especializando-se, paralelamente no ofício da restauração, da qual é um dos mais prestigiados profissionais. Neste campo recebeu orientação de Edson Mota, do qual foi assistente durante o ano de 1978.

Sua pintura, engajada nos rumos do realismo fotográfico, assume uma conotação corajosamente social.

 

"Nos retratos fiéis, nos quais o povo é o modelo, a limitação ostensiva do enfoque povero, comunica toda tragédia do anonimato que anemicamente se afirma, sobre dons conquistados desporoporcionalmente se afirma, sobre dons conquistados desproporcionalmente aos vôos do progresso e da tecnologia, revelando o homem ainda na pré-história dos recursos básicos de dignos ocupantes do trono da criação. E está é a maioria. Avança sobre isto e nos traz  referências dos crimes cotidianos, das torturas e dos desmandos dos esquadrões de morte, dos suicídios e das sevícias, dos atropelamentos e das induções. Tudo com grandeza que nos reporta a Goya, aos clássicos da denúncia em todos os tempos". (W.A.) 

O antropólogo Roberto da Matta analisa seu trabalho dizendo: 

"Suas telas, então, revelam um lado oculto e quase perverso do social, como que a lembrar que a vida tem um lado claro (que sempre queremos ver) e um outro lado à meia luz que temos de enxergar. Tudo a dizer que entre a luz que permite a visão e o lusco-fusco do marginal que engendra a ilusão e o sonho, há algo de misterioso e de permanentemente humano; algo de tenebroso e de paradoxalmente atraente. Justo naquelas áreas onde não se pode ver com nitidez, mas onde talvez se possa olhar mais longe. Como aquele quadro onde as mãos que seguram um balaústre de ônibus estão juntas, mas ainda não se sabem solidárias...

Muito além da pintura

Em Niterói trabalhou como secretário de cultura e foi presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN). Participou de projetos importantes como a restauração do Theatro Municipal de Niterói, Solar do Jambeiro, Igreja São Lourenço dos Índios, Palácio Araribóia e Capela de São Pedro do Maruí todos os empreendimentos na cidade de Niterói.

 

Outros trabalhos realizados com brilhantismo que merecem destaque foram os restautos das grandes telas “Batalha do Avaí” de Pedro Américo e  “Batalha dos Guararapes”  de Victor Meirelles, do acervo do Museu Nacional de Belas Artes. Ademais, a restauração do famoso painel "Guerra e Paz" de Cândido Portinari exemplifica sua envergadura internacional. 

 

Era membro do Comitê Brasileiro e Internacional de Críticos de Arte.

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Figura: Tela "Tortura” de Cláudio Valério Teixeira (1978).

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